Ex-assessor de promotor de Justiça é preso por descumprir medida cautelar em Teresina

Gaeco MP-PI André Ricardo Lima, ex-assessor do promotor de Justiça Maurício Verdejo, foi preso na tarde da quinta-feira (12), por descumprir repetidas vezes ...

Ex-assessor de promotor de Justiça é preso por descumprir medida cautelar em Teresina
Ex-assessor de promotor de Justiça é preso por descumprir medida cautelar em Teresina (Foto: Reprodução)

Gaeco MP-PI André Ricardo Lima, ex-assessor do promotor de Justiça Maurício Verdejo, foi preso na tarde da quinta-feira (12), por descumprir repetidas vezes a cautelar de monitoramento eletrônico na qual foi submetido. O mandado de prisão foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí (MPPI). O ex-assessor e o promotor foram denunciados pelo Ministério Público em setembro de 2025 pelos crimes de concussão, prevaricação, tráfico de influência e supressão de documentos. Eles são acusados de cobrar R$ 3 milhões de um empresário para arquivar uma investigação. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp De acordo com o MP, o pedido de prisão foi apresentado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Piauí (PGJ-PI), através da Subprocuradoria-Geral de Justiça Jurídica, ao Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). André foi conduzido para a Central de Flagrantes de Teresina e deve passar por audiência de custódia. O g1 tenta contato com a defesa do ex-assessor. Investigação da PF A Polícia Federal começou a investigar o caso após Junno Pinheiro, empresário de Parnaíba, denunciar que foi abordado por Maurício Verdejo em um restaurante de Barra Grande, no litoral do Piauí. Conforme a denúncia, o promotor deu poucos dias para o pagamento, ameaçando manter o empresário como alvo da Operação Jet Ski. A investigação apura contratos irregulares de aluguel de equipamentos hospitalares feitos sem licitação com a extinta Fundação Estadual de Serviços Hospitalares (Fepiserh). Devido ao foro privilegiado de Verdejo, a Polícia Federal acionou o MPPI. Os dois órgãos passaram a investigar o caso em conjunto. "Ouvimos a vítima novamente para apurar se realmente a denúncia era factível e a ela nos contou com riqueza de detalhes a forma como tinha sido feita a abordagem", contou o subprocurador-geral de Justiça, João Malato. "Inclusive, durante a oitiva dessa vítima, o promotor investigado mandava mensagens via Whatsapp já marcando o encontro dizendo que eles tinham que se encontrar para resolver o negócio o mais rápido possível", completou Malato. A investigação da Polícia Federal durou cerca de uma semana. Nesse período, a Justiça autorizou gravações com áudio e vídeo dos encontros entre o empresário e os acusados. Promotor dizia que podia 'enterrar' provas Em vídeo exclusivo, promotor suspeito de exigir R$ 2 milhões convida vítima para comemorar Segundo a investigação, durante as negociações, Verdejo afirmou ter influência no TJPI e em instâncias superiores. Ele também disse que poderia “enterrar” provas e documentos sigilosos. As investigações mostram que, em 2 de agosto de 2024, Junno Pinheiro foi à casa do promotor para entregar parte do dinheiro. No dia 7, voltou com R$ 500 mil. A PF flagrou o encontro e, após busca na casa de Verdejo, encontrou R$ 896 mil. O ex-assessor André Lima também é investigado. Ele teria ajudado o empresário a elaborar petições para tentar arquivar o processo. Verdejo também é acusado de bloquear remotamente seu celular apreendido, impedindo a perícia de acessar os dados. Por isso, o MPPI o denunciou por supressão de documento e pediu sua prisão preventiva e perda do cargo. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube

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